ܟ Arquitetura

 

    A arquitetura mesopotâmica apresenta-se sob aspectos da junção do conjunto de edificações com as esculturas. Isto verifica-se em especial no caso dos touros alados com cabeça humana, inseridos nas portas dos palácios para proteger com a força da magia; e no dos relevos esculpidos sobre as paredes das estâncias, como guia ideal dos visitantes. nesses objetivos, podemos reconhecer as necessárias condições para entendermos a articulação das tipologias arquitetônicas. Assim, no culto dos deuses encontramos a premissa natural do tempo, e a expressão do poder real é o palácio. A atividade fundamental dos povos mesopotâmicos foi a construção dos templos em honra aos deuses. Cada centro tem o seu deus, cada deus tem um soberano que o representa sobre a terra; é uma obrigação primordial de cada soberano erigir o local de culto, para que o deus possa comprazer-se e assegurar, em troca, o grande recurso necessário à vida na região, ou seja, a água que fecunda os campos. Circunstâncias ambientais precisas, respeitantes aos materiais, condicionaram a construção dos templos.

   As paredes são muitas vezes articuladas com saliências e concavidades, que atenuam a uniformidade, mas não a compacticidade. A luz dos espaços é obtida por meio de aberturas no sofito. As portas de entrada têm duas dimensões  e constituem a única interrupção efetiva na continuidade das paredes. Do ponto de vista da planta, o templo mesopotâmico começa por ser um único espaço retangular, que apresenta o altar no lado menor e a mesa das oferendas diante dele. Uma distinção fundamental que surge no final da pré-história, é que se verifica entre templo baixo e templo alto: o primeiro é o que se apóia diretamente sobre o terreno, o segundo é construído sobre uma base em terraço. Essa base em terraço é o ponto de partida para um tipo posterior de edifício sagrado, que ficará como o mais característico de toda a civilização mesopotâmica: o zigurate (ziqqurat), ou torre templar, formado por uma série de terraços sobrepostos, de dimensões decrescentes em direção ao alto, com o santuário no vértice.

    Para concluir, é preciso ver que a arquitetura mesopotâmica, bem definida e predominantemente  em todo o vale entre os dois rios, registra também algumas influências de além – fronteiras. Um templo de planta centrada, com um pátio interior em torno do qual se congregam as várias salas, com o local sagrado assinado pelo altar no lado mais estreito e pela mesa das oferendas na parede em frente, é só mesopotâmico. Enfim, a base do templo de terraços sobrepostos e em decrescendo é um fato tão típico da Mesopotâmia.

           O zigurate, vista frontal dos restos da torre templar de Ur-Nammu, fundada da III dinastia de Ur.

      

    O zigurate construção típica da arquitetura sacra Mesopotâmica, é uma pirãmide truncada em degraus decrescentes. o edifício é construído segundo critérios rigidamente geométricos. Sobre o terraço mais alto encontra-se o santuário, ao qual se ascendia atrevés de scadas construídas sobre os flancos.

Anúncios

1 comentário (+adicionar seu?)

  1. ladyutopia
    set 22, 2011 @ 03:23:46

    Por que não há considerável existência de vestígios materiais na Mesopotâmia?

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: